O Ministério das Cidades aprovou a inclusão da extensão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), segundo o Diário do Transporte. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 3 de novembro de 2026. O regime é um mecanismo federal que permite a suspensão de determinados tributos sobre compras e contratos de projetos aprovados.

O que a extensão inclui

O projeto abrange a extensão da linha entre Vila Prudente e Penha, na zona leste da cidade. Segundo a fonte, o plano inclui oito novas estações, 22 trens e cerca de oito quilômetros de extensão operacional, com 8,4 quilômetros de construção total. O Metrô consta como titular do projeto, conforme a Portaria Ministerial MCID nº 1.482 de 29 de outubro de 2026.

Impacto esperado para os passageiros

O Diário do Transporte afirma que a extensão deve acrescentar cerca de 320.000 passageiros por dia ao sistema. A fonte ressalta que esse número é uma projeção apresentada para o projeto, e não uma demanda já observada. As novas estações levariam o serviço ferroviário a áreas da zona leste que hoje dependem de ônibus e de outras conexões.

Em Penha, a linha ofereceria novas conexões com a rede ferroviária metropolitana, incluindo a Linha 11-Coral, usada por passageiros da capital e da região do Alto Tietê. Segundo a fonte, isso poderia dar aos usuários novas opções para viagens que hoje exigem trajetos mais longos ou combinações de ônibus, metrô e trem. Também poderia ajudar a distribuir a demanda de forma mais uniforme entre as linhas da rede.

O que a aprovação muda e o que não muda

De acordo com o artigo, o regime pode permitir a suspensão dos tributos PIS/Pasep e Cofins sobre compras e contratos elegíveis, o que reduziria o custo tributário do projeto. No entanto, a fonte observa que o uso efetivo do benefício depende de condições legais e de procedimentos de inscrição tributária.

A publicação federal não transfere novos recursos do governo federal ao Metrô e não altera automaticamente o orçamento total das obras. O andamento físico, a abertura das estações e o início da operação dos trens continuam regidos pelos cronogramas e procedimentos do Metrô e do Governo do Estado de São Paulo, conforme afirma o Diário do Transporte.