Segundo o Hindustan Times, livros de papel são uma visão rara no Metrô de Délhi, onde a maioria dos passageiros está absorta em seus celulares. A coluna Delhiwale do jornal reuniu uma série de avistamentos de leitores que mantinham seus livros abertos durante as viagens.
Avistamentos pela rede
Um leitor foi visto na Linha Violeta, logo após o trem deixar a estação JLN Stadium, segurando uma biografia de Agyeya escrita por Akshaya Mukul. Na Linha Azul, um jovem lia 1984, de George Orwell. Na Linha Magenta, um passageiro de máscara lia Lady Audley's Secret, de Mary Elizabeth Braddon, e continuou lendo enquanto se dirigia à porta perto da estação Vasant Vihar.
A coluna também relata um passageiro na Linha Violeta lendo The Stars Shine Down, de Sidney Sheldon, identificado como Mithlesh. Colunas anteriores, citadas pelo Hindustan Times, apresentaram Nikhil, de Dwarka, que lia A Suitable Boy, de Vikram Seth, durante seus trajetos, e Manika, de Noida, que lia Black Lamb and Grey Falcon, de Rebecca West.
Viagens mais longas
Outro avistamento ocorreu na Linha Amarela, entre Gurugram e Green Park, onde um homem de cabelos compridos estava absorto em How to Change the World: Tales of Marx and Marxism, de Eric Hobsbawm. O último avistamento da coluna foi na Linha Azul, onde Tanmay lia O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Seu trem seguia para a última estação, Vaishali, em Ghaziabad.
O que a coluna diz sobre os hábitos de leitura
A coluna observa que um celular ao alcance facilita deixar um livro no meio de uma frase para verificar uma notificação. Os leitores descritos, no entanto, pareciam melhor em resistir a essa atração, raramente levantando os olhos da página mesmo quando as estações passavam e a multidão se movia ao redor deles. A coluna pergunta se o metrô pode ser a única oportunidade que alguns desses leitores têm para um livro em um dia preenchido por faculdade, trabalho, família e amigos.