O Metrô de São Paulo abriu uma licitação pública para contratar a instalação de usinas de energia solar de pequeno porte nas estações Belém e Bresser-Mooca, ambas na Linha 3-Vermelha. Segundo o Diário do Transporte, os sistemas seriam conectados à rede elétrica interna das duas estações, para que parte do consumo fosse suprida por uma fonte renovável.
O que a licitação abrange
A licitação eletrônica, identificada como Concorrência Eletrônica nº 10018578, com registro nº 429/2026 no sistema Compras.gov, abrange apenas a implantação das usinas. O Diário do Transporte informa que o edital completo estará disponível a partir de 30 de outubro de 2026, e que a sessão pública para apresentação das propostas está marcada para 12 de janeiro de 2027, às 10h, em ambiente eletrônico.
A Linha 3-Vermelha e as duas estações
A Linha 3-Vermelha liga Palmeiras-Barra Funda a Corinthians-Itaquera, e a fonte descreve a linha como uma das mais movimentadas da rede metroviária da capital. Belém e Bresser-Mooca estão ambas nesta linha.
O que ainda não se sabe
Segundo o Diário do Transporte, o edital não informa a potência dos equipamentos, o investimento estimado nem a quantidade de energia que as usinas vão produzir. Também não há projeção de economia anual nem prazo de retorno do investimento, por isso a redução nos custos de eletricidade das estações não pode ser estimada nesta etapa. A publicação não informa data para o início da instalação nem para o começo da operação das usinas.
A energia de tração não faz parte do edital
A fonte faz uma distinção clara: as usinas se destinam a abastecer as instalações das estações, e não a eletricidade usada para movimentar os trens. O edital não diz que as usinas solares alimentarão os trens da Linha 3-Vermelha. Além disso, a geração solar depende da luz do sol e não substitui automaticamente o fornecimento contínuo de energia que a operação ferroviária exige.
Próximos passos
Após a apresentação e a análise das propostas, a contratação dependerá do resultado da licitação e da conclusão dos procedimentos administrativos exigidos. O procedimento segue a Lei Federal nº 13.303/2016, que se aplica às empresas estatais. Segundo o Diário do Transporte, o projeto técnico e o contrato vão mostrar, mais adiante, a capacidade de geração, o número de painéis, as soluções de instalação, os prazos de execução e os custos.